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29 de agosto 2013 às 06:08
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Resumo
Este projeto de pesquisa pretende investigar se um fazer cultural de um
açougueiro da cidade de Brasília pode ser considerado um patrimônio cultural
por moradores da Cidade. Além de vender carnes, o açougueiro Luiz Amorim,
há quase duas décadas, coloca estantes de livros em seu estabelecimento
para quem quiser pegar exemplares emprestados sem qualquer burocracia,
sem sequer se identificar e devolvê-los quando quiser; programa noites
culturais, com debates, saraus e shows; instala livros e terminais de internet em
paradas de ônibus, trazendo prazer e cultura na espera da ida ao trabalho ou
da volta para casa. Hoje, os eventos do Açougue Cultural T-Bone, localizado
na quadra comercial 312 da Asa Norte, estão inseridos no calendário cultural
da Capital do País e desmontam o senso comum, revolucionando o sentido das
ações patrimoniais existentes. Pode um fazer cultural de um açougueiro ser
considerado um patrimônio cultural? Por meio de revisão bibliográfica,
pretendemos lançar luz sobre como e em que medida práticas culturais
tomadas isoladamente, como a transformação de um açougue em um lugar de
cultura, podem ser consideradas uma ação patrimonial, o que vai nos permitir
uma análise crítica do que comumente se entende por patrimônio cultural e
avançar na conceituação de termos como identidade, cidadania, ideologia,
cultura, patrimônio, hegemonia, práxis, alienação e turismo na busca de
interpretar essa trajetória e de uma compreensão sobre a dimensão dessa
prática cultural e se ela também é motivadora de turismo.
Palavras-chave: patrimônio, cultura, turismo, hegemonia, práxis, ideologia.

Leia todo o artigo através do link: http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/14053/1/2013_MariaInesAdjutoUlhoa.pdf