Publicado em
17 de junho 2007
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Quem não quiser usar o computador, pode acessar a internet no celular, com a rede sem fio. Tudo de graça. Ainda tem uma pequena biblioteca com livros que podem ser lidos ali mesmo ou podem ser levados para casa.
 
Surgiu em Brasília uma solução para tornar mais agradável aquele tempo que o brasileiro perde esperando a condução nos pontos de ônibus. A ideia de espalhar livros começou há algum tempo, mas agora tem tecnologia também. A parada de ônibus virou uma estação cultural. Tem até internet para os passageiros.
 
O olhar atento é de quem ainda não está muito familiarizado com a novidade, mas já que o computador está à disposição vale à pena fazer uma adaptação para usar o teclado virtual. É um convite ao aprendizado. “Eu sou analfabeto nesse negócio de informática. Tem muito pouco tempo que eu só sei o elementar, que foi o que eu fiz aqui. E o elementar funcionou”, comenta o livreiro Ivan Presença da Silva.
 
É uma estação cultural no meio da parada de ônibus. E quem não quiser usar o computador, pode acessar a internet no celular, com a rede sem fio. Tudo de graça. “Aqui eu atualizo as últimas notícias e continuo conectado mais uns minutos até chegar em casa”, conta o técnico de informática Thomás Sauro. “Vai fazer com que os usuários de ônibus tenham uma espera mais tranquila, mais divertida e mais cultural”, aposta o advogado Fabrízio Morelo.
 
Ainda tem uma pequena biblioteca com livros que podem ser lidos ali mesmo ou, se o leitor preferir, pode levar pra casa e devolver quando quiser. “Dificilmente, você tem tempo de ler no ônibus e você pode estar folheando um livro que você pega aqui”, diz a estudante Eduarda Silvino.
 
Por enquanto, só três paradas de ônibus ganharam as mini estações culturais. É uma fase de testes, mas a proposta é inaugurar outras 37 estações em vários pontos da cidade até a Copa do Mundo de 2014. O projeto teve apoio de empresas públicas e de uma fundação.
 
O idealizador do projeto é Luiz Amorim, filósofo autodidata e dono de açougue. Tudo começou quando, aos 16 anos, ele aprendeu a ler e se apaixonou pela literatura. Montou uma banca no açougue e passou a emprestar os livros que tinha. Há cinco anos, ele espalhou estantes cheias de livros pela cidade e agora o sonho de compartilhar conhecimento cresceu.
 
Londres já colocou em funcionamento um projeto semelhante, de livre acesso à internet, em toda a rede de metrô.
 
Por falar em internet, em meio a toda essa repercussão do caso da atriz Carolina Dieckmann, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (15) um projeto que torna crime invadir computadores.
 
A pena prevista é de três meses a um ano de prisão, além de multa. A punição será dobrada no caso de roubo de e-mails privados ou comerciais e pode aumentar ainda mais se o conteúdo for distribuído. O texto segue agora para o Senado.