Publicado em
26 de junho 2007
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Lançamento do Projeto Parada Cultural no dia 21/06

É difícil contar quantas pessoas participaram da inauguração da Parada Cultural – Biblioteca Popular, que desde o último dia 21 funciona no ponto de ônibus da W-3 na 712/713 Norte.

Das oito horas da manhã às dez horas da noite, foi um dia inteiro de muita festa, onde artistas da várias áreas se revezaram no palco montado atrás do ponto de ônibus para celebrar o acontecimento. Mas certamente somaram várias centenas as pessoas atraídas especialmente pelas atrações apresentadas e todos que passaram pelo local, especialmente os passageiros que pegam ou saltam do ônibus no local.

“Esta é a coisa mais importante que está acontecendo no Brasil inteiro no dia de hoje. Se alguma coisa pode fazer diferença para o país, pode mudar alguma coisa, são iniciativas como esta”, saudou o escritor e jornalista Edmilson Caminha durante um bate-papo sobre a iniciativa, no início da noite, com o músico Jorge Mautner e o poeta Luis Turiba. Os três não pouparam elogios à biblioteca popular e à ousadia do empresário Luiz Amorim, idealizador e realizador do projeto através da ONG Leitura. “Ninguém lhe avisou que era uma coisa impossível, então ele foi lá e fez”, Caminha parafraseou uma fábula popular.

A festa de inauguração da Parada Cultural começou com o projeto Sede de Saber, uma oficina de artes plásticas e contação de histórias para crianças de escolas públicas, que aconteceu também durante a tarde. Além das atividades que acontecem semanalmente na Biblioteca Comunitária da ONG Leitura, naquele dia elas brincaram com a Boneca Chicota, da atriz Gabrille Correia, se divertiram com os brinquedos populares do Projeto Pau Pereira e conheceram um pouco mais sobre o cerrado com a exposição cartográfica Estrada Geral do Sertão, do professor Robson Eleutério.

O horário do almoço foi dedicado à poesia e à música clássica. Os poetas Augusto Cacá e Jorge Amâncio precederam as apresentações dos maestros Rênio Quintas e Jorge Antunes e o concerto do Quarteto de Cordas de Brasília.

Teve também roda de capoeira e pintura ao vivo do artista plástico Leonardo Altuori. E para coroar o evento, Jorge Mautner cantou antigos e novos sucessos e doou exemplares de sua obra, inclusive sua recém lançada coletânea.

Desde então cerca de seis mil livros estão lá, dia e noite, cuidados pela própria comunidade e à disposição de quem quiser ler. Confirmando a expectativa de Luiz Amorim e de toda a equipe envolvida no projeto, a Parada Cultural-Biblioteca Popular está funcionando a pleno vapor, com dezenas de livros já tomados por empréstimo devidamente anotados pelos próprios usuários.

“No primeiro dia de funcionamento um PM que estava ali disse que era um absurdo deixar tanto livro ali, sem ninguém para tomar conta. Na manhã seguinte, quando voltamos lá, estava tudo certinho. Doze pessoas tinham pegado livros e anotado os empréstimos e até a caneta que deixamos lá para isso estava no lugar”, Luiz Amorim festejou poder contrariar a previsão do policial e de tantas pessoas que não acreditavam na eficiência da iniciativa.

Vicente Sá